IFRN! O sonho e objetivo de vida de todos os
estudantes do ensino fundamental. Ah! Como eu me lembro de como eu tinha
vontade de passar nessa bodega!. Quantos meses me preparei para esse inferno. Pois é, aqui
estou eu, PASSEI! E, desde então, não sei o que são férias e curtição. Como era
bom ter vida social... Se você gosta e preserva a sua, não entre pro IFRN!
- Mas o que é isso, Taygor? O IF é muito bom,
tem de tudo: teatro, esportes, comida de
graça, muitos livros, educação foda...
Pois é, acho que esqueceram de avisar isso ao
reitor, porque a única coisa que vejo é um depósito de tralhas que daqui a
algumas décadas poderá vir a ser um auditório. Quando precisamos fazer peças e
apresentações, temos que implorar algumas horas no teatro da cidade – o Poti
Cavalcanti. Milson Santos, coitado, nosso professor de Português, já tá quase
falindo de tanto bancar os custos das peças e apresentações, porque a escola
não libera um real. Foi assim com Morte e
vida severina e Édipo Rei, duas grandes apresentações bastante elogiadas e
aplaudidas, de pé, pelo grande público.
Também temos uma cantina com coxinhas que
valem mais do que barras de ouro, mas se espremê-las na mão, o óleo cai no chão
e a coxinha some. A biblioteca tem mais cadeiras do que livros. Na área de
esportes, só funciona uma quadra, que mais parece um campo de areia de tão suja.
A piscina, por muito tempo, foi depósito de mosquito. Sem falar dos vestiários,
onde cai mais lagartixa do que água dos chuveiros.
Também não aguento mais essas piadinhas de
cada curso.
- É de Informática? Humm... faz programa,
bate xérox.
Cara, isso já perdeu a graça. Não é diferente
com o pessoal de Edificações. Chamam os coitados de servente de pedreiro (rs)
.... Ah, tá bom, esse sim é engraçado! (rs). Cansado disso tudo, chega o meio-dia.
Vamos almoçar! Enfrentar aquela velha fila do Barriga Cheia, onde só almoça
quem sabe furar fila, e finalmente ir à caça aos tesouros, parte mais divertida
do dia. Porque reclamar de cabelo na comida é coisa do passado. Hoje, por
exemplo, encontramos dentro do feijão: um pé de carrapicho, 2 paralelepípedos e
uma família de lagartas.
E, depois dessa bela refeição, passo a tarde
olhando pra cara de Milson no CA (Centro de Aprendizagem) e depois vou pra casa
chorar, ou melhor, programar. Porque, sacomé né ? Se eu não programar por aqui,
em Songa City, vou terminar programando em Ponta Negra...
Taygor
Enrico
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